Sem bombom nem guaraná

07-06-2011 19:48

No campo missionário, a saudade da pátria mãe às vezes se revela pela perda de coisas simples a que estamos acostumados em nosso dia-a-dia na nossa terra. As crianças parece que são as que mais sentem essa mudança radical. Acostumadas a certos hábitos, elas esperam ansiosas pela oportunidade de virem ao Brasil para poder desfrutar de coisas simples, como por exemplo, beber refrigerante de guaraná e comer chocolate.

Que o diga a família do Pr. Gerson e Sônia Tomaz e seus três filhos. Missionários na Romênia, eles guardam no armário da cozinha uma lata de guaraná e uma caixa (vazias) de bombons do Brasil. Chocolate até existe na Europa, mas guaraná é exclusivo do nosso país. Quando vêm de férias eles saciam o desejo de tomar da bebida e levam algumas latinhas desse que é o mais famoso (e para alguns, o mais gostoso) refrigerante brasileiro.

O exemplo da família Tomaz mostra que os missionários, além de sentirem privados da companhia dos familiares, do convívio com a igreja que os enviou e do contato com o seu povo, também sentem carência de coisas simples que nem imaginamos que poderiam ter importância para eles.

A lata de refrigerante e a caixa de bombons estão ali para lembrar à família que os laços com o seu país não foram desfeitos. Mas também revelam a falta de pequenas delícias que ficaram para traz e que às vezes mexem com as emoções dos obreiros.

Quando orar pelo seu missionário lembre-se de pedir a Deus que supra as suas mínimas necessidades, mesmo aquelas que nem imaginamos que eles possam ter. Quem sabe seja uma simples vontade de tomar um guaraná, ou de comer um doce ou uma fruta tipicamente brasileiros.

Os missionários sentem a ausência dessas coisas também.