ORIENTE MÉDIO HOJE

16-03-2011 20:01

O Oriente Médio está localizado na Ásia, o maior continente e o mais populoso. Ele é formado pela parte asiática do Egito - país predominantemente africano, países da península arábica - Israel, Jordânia, Síria, Líbano, Iraque, Irã; Chipre - país insular, que ocupa grande parte de uma ilha no Mediterrâneo, e pela Turquia – que embora possuindo uma parte de seu território na Europa, é considerado um país asiático.

 

Apresenta uma grande diversidade no quadro natural e em suas populações. A maioria é constituída por povos de origem árabe, mas possui judeus, turcos, curdos , gregos e palestinos.

 

Esta região é um ponto de convergência das três grandes religiões da atualidade: cristianismo, judaísmo e islamismo, e é marcada por conflitos políticos e religiosos que só podem ser compreendidos à luz da realidade histórica e geográfica.

 

O Oriente Médio possui uma grande importância política e econômica no mundo atual por sua posição estratégica no globo e por suas reservas de petróleo.

 

Embora o Oriente Médio fosse controlado pelo Império Turco-otomano até o final da primeira Guerra Mundial, a Inglaterra mantinha um intercâmbio comercial. Impôs seu domínio sobre toda a faixa litorânea da península Arábica, sem se descuidar dos pontos críticos da rota terrestre para a Índia, importante colônia inglesa.

 

Com o fim do Império Otomano, os territórios sob seu domínio foram fragmentados. A Palestina que foi conquistada em 1516 pelos turcos-otomanos, foi conquistada em 1917 pela Inglaterra até a formação do Estado de Israel em 1948. A Síria – nome anteriormente aplicado ao conjunto da área da Síria atual, Israel-Palestina, Líbano, Jordânia, e que foi conquista otomana em 1516, tornou-se ocupação britânica em 1918, Estado árabe-independente entre 1918-1920 e de ocupação francesa em 1921. Os países: Barein, Iemem Iraque, Kuwait, Omã, Pérsia Catar e a Transjordânia passaram para o comando da Inglaterra. Creta foi incorporada à Grécia em 1913 e o Líbano ficou sob o domínio francês.

 

A França também tomava posição na região desenvolvendo um comércio no Egito, Síria e Líbano. Enquanto isso, a Inglaterra se expandia principalmente no Iraque e na Pérsia – atual Irã. Sua penetração defrontou-se com os interesses do império russo em expansão. A rivalidade anglo-russa na Pérsia, acirrada com as descobertas de petróleo em 1901, levou à assinatura de um tratado que estabeleceu zonas de influência ao norte e ao sul e uma faixa neutra intermediária.

 

Depois da Primeira Guerra Mundial, embora os britânicos transformassem a Síria num reino independente, a França conseguiu assegurar seu mandato sobre a região, dividindo-a em duas partes: Síria propriamente dita, com capital em Damasco, e Líbano, com capital em Beirute.

 

A Transjordânia – atual Jordânia e a Síria formavam uma unidade político territorial, até que a França reclamou seus direitos sobre a Síria, em 1921. O Reino Unido passou a reivindicar seu mandato sobre a Transjordânia - única via de escoamento para o Mediterrâneo - do petróleo que explorava no Iraque, além de conservar ininterrupta a rota terrestre para a Índia. Em 22 de março de 1946, a Inglaterra reconheceu a independência da Transjordânia, reservando-se o direito de manter forças militares no país, mantendo na prática, sua condição de protetorado.

 

A Segunda Guerra Mundial não mudou a situação. Ao contrário, em 1945, lideranças autonomistas criaram a Liga Árabe, reunindo a Argélia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia, Iemem, Síria e Líbia. A ONU – Organização das Nações Unidas, criou condições em 1947 para o surgimento do Estado de Israel, gerando o que ficou conhecido até o final do século, como a Questão Palestina.

 

Somente após 1940, os ingleses e franceses foram afastados do Oriente Médio, o que legitimou o surgimento dos novos estados. Assim, com exceção de pequenos países da península Arábica, independentes após 1971, a maior parte dos países do Oriente Médio obteve sua independência do Reino Unido e da França após a década de 40.

 

Os anos seguintes reuniram, dividiram os árabes no enfrentamento às potências capitalistas. Alguns, como o Iraque, aproximaram-se da URSS. Outros, como o Irã, foram aliados dos norte-americanos por mais de duas décadas. Uniram-se e dividiram-se para enfrentarem Israel. Outras vezes, os árabes entraram em conflitos entre si. No entanto, as reservas petrolíferas, estratégicas para o capitalismo internacional, têm servido para criar um permanente estado de desconforto e conflitos na região. Dividir árabes ou estimular conflitos entre eles têm sido a principal arma.

 

 

AAVA/IRAQUE

Lugar na Babilônia onde Esdras reuniu o povo por volta do ano 457a.C, para retornar do exílio para Jerusalém, para uma viagem de cerca de 1500 quilômetros.

Esdras 8.15-36 relata que Esdras, sacerdote israelita, reúne o povo em Aava antes da partida para Jerusalém, onde ficam acampados durante três dias. Convoca um jejum geral a fim de humilharem-se diante de Deus, para lhe pedirem uma viagem de retorno com sucesso. Esdras tem vergonha de pedir ao rei Artaxerxes (Persa) uma escolta. Confia somente em Deus e é atendido. Ali foram feitas ofertas em ouro e prata para serem levadas a Jerusalém. Quando chegam em Jerusalém, as ofertas são contadas, pesadas e registradas e por ordem expressa do rei, os sápatras e governadores ajudam o povo na reconstrução do templo.

ABANA/SÍRIA

Rio em Damasco lembrado por Naamã, comandante do exército do rei da Síria, quando foi orientado por Geazi, mensageiro de Eliseu a banhar-se no rio Jordão para cura da lepra.

Em 2 Reis 5.12 relata que Naamã foi até Samaria onde Eliseu morava, informado de que havia em Israel um profeta que poderia curá-lo da lepra. Por ser um homem importante em sua sociedade, julgou que seria recebido com honras, porém Eliseu nem o recebeu, orientou-o através do mensageiro que se banhasse sete vezes no rio Jordão. Quando Naamã recebeu esta orientação ficou revoltado. Ele queria uma atuação direta de Eliseu, com toda a dignidade que julgava merecer afirmando que em Damasco havia rios melhores como o Abana e Farfar. Porém, seguiu a orientação e foi curado.

ARÁBIA/ ARÁBIA SAUDITA, JORDÂNIA, SÍRIA IÊMEN, OMÃ, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, QATAR, BAHREIN

Relacionado à península Arábica, uma região de grandes desertos. Estende-se desde a foz do Rio Nilo até o Golfo Pérsico no sentido oeste-leste e desde a Síria até o sul da Península Arábica no sentido norte-sul.

Em Gênesis 25.6 relata que os israelitas peregrinaram durante 40 anos na parte ocidental da Arábia, também chamada Arábia Pétrea. Os hebreus antigos chamavam a Arábia de Partes do Oriente. Seus habitantes primitivos foram os amalequitas, edomitas, ismaelitas, midianitas, amonitas e cenitas. O sogro de Moisés, Jetro, pertencia aos cenitas. Estes povos eram nômades e seminômades e cada um pertencia a um reino. A terra de Ofir, famosa por possuir ouro (2 Crônicas 9.10), foi apontada por alguns autores no extremo sul da Arábia, e por outros, na Somália ou Eritréia na África. Muitas regiões da Transjordânia, a leste do rio Jordão, são citadas no Antigo Testamento, como Basã, Galaad, Rabá-Amon, Moab e Edom. A partir de 300 a.C. a região foi ocupada pelos nabateus, um grupo de árabes que desenvolveram uma cultura baseada no comércio de incenso. A capital da Arábia foi a cidade de Petra, que ficava próximo ao Golfo de Ácaba. No tempo do Novo Testamento os nabateus estenderam seu domínio até leste de Damasco, cujo governo era feito por um representante do seu rei Aretas (2 Coríntios 11.32). O apóstolo Paulo passou algum tempo neste lugar após sua conversão, conforme registra a carta aos Gálatas 1.17.

ARMÊNIA/ ARMÊNIA

Na antigüidade abrangia as terras ao norte da Média, Assíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontra-se o Monte Ararat com 5.156 metros de altitude, onde descansou a arca.

País atual com 30.000 km2. A Armênia é a menor das 15 repúblicas da ex URSS. O país, sem saída para o mar, tem relevo acidentado, com verões quentes e secos e invernos rigorosos. As áreas de solos férteis são limitadas. Extensas pastagens montanhosas alimentam bovinos, ovinos e caprinos. As principais indústrias estão nos setores químico, têxtil e de fabricação de máquinas. Na antiguidade, esta região abrangia as terras ao norte da Média, Assíria e Síria, tendo a Ásia Menor e o Mar Negro a oeste, o Mar Cáspio a leste e ao norte as montanhas do Cáucaso. Nesta região encontra-se o Monte Ararat com 5.156 metros de altitude, onde descansou a arca. Gênesis 8.4, indica que após o dilúvio, a Arca de Noé aportou neste lugar. Há muitas especulações sobre o lugar exato. Os habitantes de Bayzit, uma aldeia armênia no sopé da montanha, mantêm viva de geração em geração, a história de um pastor que teria visto um grande navio de madeira no alto do monte. A primeira expedição de arqueólogos ao lugar em 1833, também revelou ter avistado a proa de um navio numa geleira. Durante a Primeira Guerra Mundial, um oficial russo garantiu ter observado de seu avião, os restos desfigurados de um navio na encosta sul da montanha.

ASSÍRIA/IRAQUE, SÍRIA

Localizada ao norte da Mesopotâmia, os assírios eram vizinhos dos babilônicos. Antes de 2000 a.C., a Assíria foi dominada pelos amorreus. Por volta de 1300 a.C., o povo assírio começou a se fortalecer tornando-se um império. Dominou toda a região desde o território que hoje corresponde ao Iraque até Israel.

Antes de 2000 a.C., a Assíria foi dominada pelos amorreus. Por volta de 1300 a.C., o povo assírio começou a se fortalecer tornando-se um império. Dominou toda a região desde o território que hoje corresponde ao Iraque até Israel. Neste período a capital ficava em Assur. Em 883 a.C. Assurbanipal II transferiu-a para Cale. A capital assíria foi transferida para Nínive, por volta do ano 700 a.C., onde permaneceu até que os caldeus e os medos destruíram a cidade em 612 a.C. A Assíria foi uma das grandes forças da Mesopotâmia desde 1400 a.C. Por volta de 900 a.C., expandiu-se até tornar-se um grande império. Desde o século XIX, os pesquisadores exploram alguns lugares importantes desse império. Entre as principais descobertas está uma biblioteca de 22.000 pedaços de argila que continham escritos sobre a cultura e a vida diária dos assírios, em Nínive além de jóias que pertenceram a uma rainha assíria. Os assírios foram pessoas cruéis. Ficaram conhecidos como um dos povos mais belicosos da Antigüidade.

BABILÔNIA/ IRAQUE

Cidade junto ao Rio Eufrates, foi capital do império babilônico da Mesopotâmia meridional. O povoamento da Babilônia na baixa Mesopotâmia, foi formado pelos sumérios e acádios, por volta de 3000 a.C. Foi desta região que emigrou o patriarca Abraão que deu origem ao povo hebreu.

Hamurabi foi o fundador do primeiro Império Babilônico. Conseguiu unificar os semitas e sumérios. Durante seu governo (1728 a.C.-1686 a.C.), cercou a capital com muralhas, restaurou templos importantes e outras obras públicas. Implantou um código de leis morais, o mais antigo da história e que ficou conhecido como o Código de Hamurabi no qual estabeleceu regras de vida e determinou penas para as infrações, baseadas na lei do olho por olho, dente por dente. A Babilônia foi um centro religioso e comercial de grande importância na Antigüidade. Suas muralhas tinham cerca de 100 metros de altura, equivalente a um edifício de 34 andares. A largura destas muralhas correspondia a largura de uma rua, com capacidade para que dois carros pudessem andar lado a lado. Os assírios foram gradualmente conquistados pelos babilônicos, que tinham o auxílio dos medas, entre 626 e 612 a.C., ano em que Nínive finalmente foi tomada. A Babilônia tornou-se a nova ameaça e os egípcios, pressentindo o perigo, partiram em socorro à Assíria, mas foram derrotados pelos babilônicos na batalha de Carquemis, em 604. O rei Jeoaquim de Judá, passou a pagar tributo a Nabucodonosor da Babilônia como relata 2 Reis 24. O império babilônico não teve vida longa. Em menos de um século, já sofria grandes pressões. Em 538 a.C., Quando Belsasar participava, juntamente com sua corte de uma grande festa, os exércitos medo-persas invadiram a Babilônia colocando fim ao domínio babilônico.