O Governo da Igreja

29-10-2011 17:49

As igrejas hoje têm muitas diferentes formas de governo. A Igreja Católica Romana tem um governo mundial sob a autoridade do papa. As igrejas episcopais têm bispos com autoridade regional e, acima deles, arcebispos. As igrejas presbiterianas dão autoridade regional aos presbitérios e autoridade nacional aos concílios. Todavia, as igrejas batistas e muitas outras igrejas independentes não têm uma autoridade oficial de governo além da congregação local, e a filiação a outras denominações é voluntária.

 

A. Os oficiais da igreja

Para os propósitos deste capítulo, usaremos a seguinte definição: um oficial da igreja é alguém publicamente reconhecido como detentor do direito e da responsabilidade de desempenhar certas funções para o benefício de toda a igreja.

Segundo essa definição, presbíteros e diáconos seriam considerados oficiais na igreja, bem como o pastor (se esse for um ofício distinto). O tesoureiro e o moderador também seriam oficiais (esses títulos podem variar de igreja para igreja). Todas essas pessoas tiveram reconhecimento público, geralmente em um culto no qual foram “empossados” ou “ordenados” em um ofício.

1. Apóstolos.

No início deste livro vimos que os apóstolos do Novo Testamento tinham um tipo singular de autoridade na igreja primitiva: autoridade para falar e escrever palavras que eram “palavras de Deus” em sentido absoluto. Não acreditar neles ou desobedecer a eles era o mesmo que não crer em Deus e desobedecer a Deus. Os após-tolos, portanto, tinham autoridade para escrever palavras que se tornaram palavras da Bíblia. Este fato por si só nos sugere que havia algo de singular no ofício de apóstolo, e não esperaríamos que ele continuasse hoje, porque atualmente ninguém pode acrescentar palavras à Bíblia e tê-las na conta de palavras de Deus ou como parte das Escrituras.

a. As qualificações de um apóstolo. As duas qualificações de um apóstolo eram: (1) ter visto Jesus Cristo após a ressurreição (ser testemunha ocular da ressurreição) e (2) ter sido especificamente comissionado por Cristo como seu apóstolo.

O fato de que um apóstolo tinha de ter visto o Senhor ressurreto é indicado em Atos 1.22, onde Pedro diz que o substituto de Judas deve “se tornar testemunha conosco de sua ressurreição”. Além disso foi “aos apóstolos que escolhera” que “depois de ter padecido se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias” (At 1.2-3; cf. 4.33).

b. Quem eram os apóstolos? O grupo inicial contava com doze – os onze discípulos originais que continuaram após a morte de Judas, e Matias, que o substituiu: “E os lançaram em sortes, vindo a sorte a recair sobre Matias, sendo-lhe então votado lugar com os onze apóstolos” (At 1.26). Tão importante era esse grupo original de doze apóstolos, os membros fundadores do ofício apostólico, que lemos que seus nomes estão escritos nos fundamentos da cidade celestial, a nova Jerusalém: “A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e estavam sobre estes os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Ap 21.14).

c. Resumo. A palavra apóstolo pode ser usada em um sentido amplo ou restrito. Em sentido amplo ela significa “mensageiro” ou “missionário pioneiro”. Mas em sentido restrito, que é o mais comum no Novo Testamento, refere-se a um ofício específico, “apóstolo de Jesus Cristo”. Esses apóstolos tinham autoridade única para fundar e liderar a igreja primitiva e podiam falar e escrever a palavra de Deus. Muitas de suas palavras escritas tornaram-se as Escrituras do Novo Testamento.      

2. Presbíteros (pastores / bispos)

a. Pluralidade de presbíteros, padrão em todas as igrejas do Novo Testamento. O próximo ofício a ser considerado é o de “presbítero”. Embora se argumente que havia diferentes formas de governo eclesiástico no Novo Testamento, um panorama dos textos pertinentes mostra que o oposto é verdadeiro: há um padrão bastante coerente de vários presbíteros como o principal grupo de liderança das igrejas neotestamentárias. Por exemplo, em Atos 14.23 lemos: “E promovendo-lhes em cada igreja a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido”. Isso aconteceu na primeira viagem missionária de Paulo, quando retornava pelas cidades de Listra, Icônio e Antioquia, e indica que o procedimento normal de Paulo desde sua primeira viagem missionária era estabelecer um grupo de presbíteros em cada igreja que fundava. Sabemos que Paulo também estabeleceu presbíteros na igreja de Éfeso, porque lemos: “De Mileto mandou a Éfeso chamar os presbíteros da igreja” (At 20.17).

b. Outros títulos dos presbíteros: pastores ou bispos. Presbíteros também são chamados “pastores” ou “bispos” no Novo Testamento. A palavra menos usada (pelo menos na forma substantiva) é pastor (gr. poimÂn). Pode surpreender-nos descobrir que essa palavra, que se tornou tão comum, só ocorra, referindo-se a um oficial da igreja, uma vez no Novo Testamento. Em Efésios 4.11, Paulo escreve: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres”. O versículo provavelmente seria mais bem traduzido por “pastores-mestres” (um grupo) e não “pastores e mestres” (sugerindo dois grupos) por causa da construção grega (embora nem todo estudioso da área de Novo Testamento concorde com a tradução).  A associação com o ensino sugere que esses pastores eram alguns presbíteros (ou talvez todos) que se encarregavam do ensino, porque um dos requisitos do presbítero era ser “apto para ensinar” (1Tm 3.12).

c. As funções dos presbíteros. Uma das principais funções dos presbíteros é dirigir as igrejas do Novo Testamento. Em 1Timóteo 5.17 lemos: “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem”. Antes, na mesma epístola, Paulo diz que o bispo (ou presbítero) “deve governar bem a sua própria casa [...] pois, como cuidará da igreja de Deus?” (1Tm 3.4-5).

d. Qualificações dos presbíteros. Quando Paulo alista as qualificações dos presbíteros, é importante o fato de ele juntar requisitos concernentes a traços do caráter e atitudes íntimas com requisitos que não podem ser preenchidos em curto espaço de tempo, senão em um período de muitos anos de vida cristã fiel:

“E necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo” (1Tm 3.2-7).

e. Que significa “esposo de uma só mulher”? A qualificação esposo de uma só mulher” (1Tm 3.2; Tt 1.6) tem sido entendida de diferentes formas. Alguns pensam que exclui do ofício de presbítero aqueles que, tendo-se divorciado, casaram-se com outra mulher, porque, neste caso, seriam marido de duas mulheres. Mas essa não parece ser uma interpretação correta desses versículos. Uma interpretação melhor é que Paulo estava proibindo um polígamo (alguém que tem mais de uma esposa ao mesmo tempo) de ser presbítero. Há vários motivos para essa interpretação:

(1) Todas as outras qualificações alistadas por Paulo referem-se ao estado presente de um homem, não a toda sua vida passada. Por exemplo, 1Timóteo 3.1-7 não significa “aquele que nunca foi violento”, mas “aquele que não é violento agora, mas gentil”. Não significa “aquele que nunca foi amante do dinheiro”, mas “aquele que não é amante do dinheiro agora”. Não significa “aquele que sempre foi irrepreensível”, mas aquele que “agora é irrepreensível”. Se estendêssemos essas qualificações à vida pregressa das pessoas, excluiríamos quase todos que se tornaram cristãos quando adultos, porque é duvidoso que qualquer não cristão preenchesse esse requisitos.

(2) Caso quisesse, Paulo poderia ter dito “casado só uma vez”, mas não o fez.

(3) Não impedimos viúvos que se casaram de novo de serem presbíteros, mas deveríamos, se entendêssemos a frase como “casado só uma vez”. As qualificações para presbíteros são todas baseadas no caráter moral e espiritual, e nada há na Bíblia que dê a entender que um viúvo que se casou de novo seja moral ou espiritualmente inferior.

(4) A poligamia era possível no primeiro século. Embora não fosse comum, ela era praticada, especial-mente entre os judeus. O historiador judeu Josefo diz: “Porque é nosso costume antigo ter diversas esposas ao mesmo tempo”. A legislação rabínica também regulamentava costumes de herança e outros aspectos de poligamia.

f. A ordenação pública de presbíteros. Em relação com a discussão acerca dos presbíteros, Paulo diz: A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (1Tm 5.22). Embora o contexto não especifique um processo de seleção de presbíteros, todo o contexto imediatamente anterior (1Tm 5.17-21) trata de presbíteros; e a imposição de mãos seria uma cerimônia para separar alguém para o ofício de presbítero (observe a imposição de mãos para ordenar ou estabelecer pessoas em certos ofícios e tarefas em At 6.6; 13.3; 1Tm 4.14). Portanto, a consagração de presbítero parece a possibilidade mais provável para a ação que Paulo tem em mente. Nesse caso ele estaria dizendo: “A ninguém consagre precipitadamente como presbítero”. Isso seria coerente com um processo por onde os diáconos devem ser “primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato” (1Tm 3.10).

3. Diáconos.

A palavra diácono é tradução da palavra grega diakonos, que é o termo comum que se traduz por “servo”, quando usado em contextos não eclesiásticos.

Os diáconos são claramente mencionados em Filipenses 1.1: “... a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos”. Mas não há especificação de sua função, só a indicação de que são diferentes dos bispos (presbíteros). Os diáconos também são mencionados em 1Timóteo 3.8-13 em uma passagem mais extensa:

“Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primei-ramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres [ou “esposas”; a palavra grega pode ter um desses significado], é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. O diácono seja marido de uma só mulher, e governe bem seus filhos e a própria casa. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus” (1Tm 3.8-13).

4. Outros cargos?

Em algumas igrejas hoje, há outros cargos, tais como tesoureiro, moderador (alguém com responsabilidade de presidir as reuniões administrativas da igreja), ou curador (em algumas formas de governo da igreja, alguém legalmente responsável pelas propriedades da igreja). Além disso, igrejas com uma equipe de direção com mais de um membro assalariado podem ter nessa equipe membros (tais como ministro de música, diretor de educação, conselheiro de jovens, etc.) “publicamente reconhecidos como detentores do direito e da responsabilidade de desempenhar certas funções na igreja” e que assim se encaixam em nossa definição de oficial da igreja, podendo até serem pagos para desempenhar tais funções em tempo integral, mas que podem não ser presbíteros nem diáconos na igreja.

 

B. Como devem ser escolhidos os oficiais da igreja?

Existem duas práticas principais no processo de seleção dos oficiais da igreja – a escolha feita por uma autoridade superior e a que se faz pela congregação local. A Igreja Católica Romana tem seus oficiais indicados por uma autoridade superior: o papa indica cardeais e bispos, e os bispos indicam sacerdotes para as paróquias locais. Essa é uma “hierarquia”, ou sistema de governo por sacerdócio, distinto dos leigos na igreja. Esse sistema indica uma linha ininterrupta de descendência que começa com Cristo e os apóstolos e alega que o sacerdócio atual é o representante de Cristo na igreja. Embora a Igreja Anglicana (Igreja Episcopal, nos Estados Unidos) não se submeta ao domínio de um papa nem tenha cardeais, ela possui algumas semelhanças com o sistema hierárquico da Igreja Católica Romana, já que é dirigida por bispos e arcebispos, e os membros de seu clero são considerados sacerdotes. Ela também alega estar na linha de sucessão direta a partir dos apóstolos, e os sacerdotes e bispos são indicados por uma autoridade superior, de fora da paróquia local.

 

C. Formas de governo eclesiástico

Na discussão das formas de governo eclesiástico há uma sobreposição com as seções anteriores sobre o método de escolha de oficiais, cuja seleção constitui um aspecto muito importante da autoridade na igreja. Diferentes filosofias de governo eclesiástico refletiram em diferentes métodos de escolha dos oficiais da igreja, como explicado acima.

Isso fica evidente no fato de que as formas de governo da igreja podem ser divididas em três grandes categorias, que podemos chamar de “episcopal”, “presbiteriana” e “congregacional”. As formas episcopais têm um governo exercido por uma categoria distinta de oficiais da igreja considerada um sacerdócio, e a autoridade final para a tomada de decisões encontra-se fora da igreja local.  O sistema da Igreja Episcopal é o principal representante desse tipo de governo entre os protestantes. As formas presbiterianas têm um governo de presbíteros, alguns dos quais têm autoridade não só sobre suas congregações locais, mas também, através do presbitério e da assembléia geral, sobre todas as igrejas de uma região e, daí, na denominação como um todo. Todas as formas congregacionais de governo da igreja têm uma autoridade final baseada na congregação local, embora se percam vários graus de independência através da filiação denominacional e a forma real de governo possa variar consideravelmente. Examinaremos cada uma dessas formas na discussão que se segue.

1. Episcopal

No sistema episcopal, um arcebispo tem autoridade sobre muitos bispos. Estes, por sua vez, têm autoridade sobre uma “diocese”, o que significa simplesmente igrejas sob a jurisdição de um bispo. O oficial encarregado de uma paróquia local é um reitor (ou algumas vezes um vigário que é um “assistente” ou alguém que substitui um reitor). Arcebispos, bispos e reitores eclesiásticos são sacerdotes, já que todos foram em certa ocasião ordenados para o sacerdócio episcopal (mas, na prática, o reitor eclesiástico é mais freqüentemente chamado sacerdote).

2. Presbiteriano

Nesse sistema cada igreja local elege presbíteros para um conselho. O pastor da igreja é um dos presbíteros no conselho, com a mesma autoridade dos outros presbíteros. Esse conselho tem autoridade para dirigir a igreja local. Entretanto, os membros do conselho (os presbíteros) são também membros de um presbitério que tem autoridade sobre diversas igrejas locais em uma região. Esse presbitério consiste de alguns ou de todos os presbíteros das igrejas locais sobre as quais ele tem autoridade.

3. Congregacional

a. Um único presbítero (ou pastor). Podemos agora considerar cinco variações de governo congregacional para a igreja. A primeira, atualmente mais comum entre as igrejas batistas nos Estados Unidos, é de “um único presbítero”. Nesse tipo de governo o pastor é considerado o único presbítero na igreja, e há um grupo de diáconos que atuam sob sua autoridade e lhe dão apoio.

b. Pluralidade de presbíteros na igreja local. Há algum tipo de governo eclesiástico que preserve o modelo neotestamentário de pluralidade de presbíteros e que evite a expansão da autoridade destes para fora da igreja local? Embora não seja distintivo de nenhuma denominação atual, um sistema assim existe em muitas congregações. Usando as conclusões sobre esse ponto a partir dos dados do Novo Testamento

c. Junta. As três formas restantes de governo eclesiástico congregacional não são comumente usadas, mas são às vezes encontradas em igrejas evangélicas. A primeira é modelada a partir do exemplo de uma empresa moderna, em que a diretoria contrata um executivo que tem então autoridade de dirigir os negócios conforme achar melhor. Essa forma de governo também pode ser chamada de estrutura “você trabalha para nós”.

d. Democracia absoluta. Em tal sistema tudo precisa ser levado às reuniões da congregação. O resultado é que as decisões são discutidas com freqüência de maneira interminável, e, à medida que a igreja cresce, tomar decisões torna-se quase impossível. Embora tal estrutura sem dúvida faça justiça a alguns textos já citados com respeito à necessidade de a autoridade governante final estar na congregação como um todo, ela não é fiel ao modelo neotestamentário de líderes reconhecidos e designados detentores de verdadeira autoridade para dirigir a igreja na maioria das vezes.

e. “Sem governo, mas dirigida pelo Espírito Santo”. Algumas igrejas, particularmente igrejas muito recentes, com tendências místicas ou extremamente pietistas, funcionam com um governo eclesiástico. Nesse caso, a igreja nega a necessidade de qualquer forma de governo; o governo depende inteiramente dos membros da igreja, sensíveis à direção do Espírito Santo na vida; as decisões são geralmente tomadas por consenso.

4. Conclusões.

Precisa ficar bem claro, na conclusão dessa discussão do governo eclesiástico, que a forma de governo adotada por uma igreja não é uma questão fundamental de doutrina. Os cristãos têm vivido muito bem e ministrado com muita eficácia dentro dos mais diversos tipos de sistema de governo, e em cada um desses sistemas mencionados há muitos que são evangélicos de fato. Além disso, alguns tipos diferentes de sistemas de governo eclesiástico parecem funcionar muito bem. Onde existam fraquezas aparentemente inerentes à estrutura governante, os indivíduos ali geralmente reconhecem tais fraquezas e procuram compensá-las de todas as formas permitidas pelo sistema.

 

D. Devem as mulheres ser ministras da igreja?

A maioria das teologias sistemáticas não inclui uma seção sobre poderem ou não as mulheres ser ministras da igreja, porque em toda a história da igreja o pressuposto é que, com bem poucas exceções, apenas os homens podem ser pastores ou atuar como presbíteros de uma igreja.

Precisamos afirmar de início que a narrativa da criação de Gênesis 1.27 vê homens e mulheres igualmente criados à imagem de Deus. Portanto, homens e mulheres têm valor igual para Deus, e devem ser vistos como de valor absolutamente igual para nós e para a igreja enquanto pessoas. Além disso, a Bíblia garante a homens e mulheres igual acesso a todas as bênçãos da salvação (veja At 2.17-18; Gl 3.28). Isso é notavelmente afirmado no elevado respeito e dignidade que Jesus dispensou às mulheres em seu ministério terreno.