Dias de formação Dias de preenchimento

23-10-2011 18:49

1º dia: separação de luz e trevas 4º dia: sol, lua e estrelas (luzes no céu)
2º dia: separação de firmamento e águas 5º dia: peixes e aves 3º dia: separação de terra seca e mares, 6º dia: animais e o homem ,plantas e árvores

b. As teorias criacionistas da “terra jovem”. Outro grupo de intérpretes evangélicos rejeita os sistemas de datação que atualmente atribuem uma idade de milhões de anos à terra, sustentando, em vez disso, que a terra é bem jovem, tendo talvez 10.000 ou 20.000 anos. Os defensores da terra jovem formularam vários argumentos científicos em favor da criação recente da terra. Aqueles que defendem a tese da terra jovem geralmente advogam uma das seguintes concepções, ou ambas:

(1) Criação com aparência de antigüidade (criacionismo maduro)

O surgimento de Adão e Eva como adultos maduros é um exemplo óbvio. Eles parecem já ter vivido talvez vinte ou vinte e cinco anos, tendo-se desenvolvido desde a infância como os seres humanos comuns, mas na verdade tinham menos de um dia de vida. Do mesmo modo, provavelmente já viram as estrelas na primeira noite de vida, mas a luz da maior parte das estrelas levaria milhares ou mesmo milhões de anos para alcançar a terra. Isso indica que Deus criou as estrelas com raios de luz já no lugar.

O verdadeiro problema da aparência de antigüidade é não poder explicar facilmente algumas coisas do universo. Todos concordarão que Adão e Eva foram criados já adultos, não crianças recém-nascidas, e portanto já tinham uma aparência madura. Assim, para os cristãos, parece que as únicas explicações plausíveis dos fósseis são:
(a) os atuais métodos de datação estão incorretos em proporções colossais, em virtude de pressupostos equivocados ou de modificações introduzidas pela queda ou pelo dilúvio; ou
(b) os atuais métodos de datação estão aproximadamente corretos e a terra tem muitos milhões ou mesmo bilhões de anos.

(2) A geologia do dilúvio

Outra tese comum entre os evangélicos é aquilo que podemos chamar de “geologia diluviana”. Propõe que as tremendas forças naturais desencadeadas pelo dilúvio no tempo de Noé (Gn 6-9) alteraram significativamente a face da terra, provocando a produção de carvão e diamantes, por exemplo, num intervalo de um ano somente, e não de centenas de milhões de anos, em função da pressão extremamente alta que a água exerceu sobre a terra.

5. Conclusões sobre a idade da terra. Os argumentos astronômicos de Newman e Eckelmann, que indicam um universo bastante antigo, dão peso ainda maior. É compreensível, por um lado, que Deus tenha criado um universo em que as estrelas já estavam aparentemente brilhando havia 15 bilhões de anos, em que Adão já parecia ter 25 anos de idade, em que algumas árvores aparentemente já estavam ali havia 50 anos e em que alguns animais pareciam já ter entre 1 e 10 anos. Mas, por outro lado, é difícil compreender por que Deus teria criado dezenas, talvez centenas, de diferentes tipos de rochas e minerais na terra, todos eles com apenas um dia de idade, mas ao mesmo tempo todos eles com uma aparência de exatamente 4,5 bilhões de anos, exatamente a idade aparente que ele também deu à lua e aos meteoritos, quando na verdade esses também só tinham um dia de vida.

6. A necessidade de uma melhor compreensão. Embora nossas conclusões sejam conjecturais, diante da nossa compreensão atual parece ser mais fácil interpretar que as Escrituras dão a entender (mas não exigem) uma terra jovem, apesar de os fatos observáveis da criação parecerem cada vez mais favoráveis à tese da terra antiga. Ambas as idéias são possíveis, mas nenhuma delas é segura.

A doutrina da criação tem muitas aplicações para os cristãos de hoje. Faz-nos perceber que o universo material é bom em si mesmo, pois Deus o criou bom e quer que o utilizemos de modos que lhe sejam agradáveis. Portanto devemos procurar ser como os primeiros cristãos, que “partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46), sempre dando graças a Deus e confiando nas suas provisões.