D. Nossa resposta à doutrina da graça comum

28-10-2011 14:43

Ao pensar sobre os vários tipos de bondade percebidos na vida dos incrédulos por causa da abundante graça comum de Deus, devemos manter em mente três pontos:

1. A graça comum não significa que aqueles que a recebem serão salvos.

Nem mesmo o fato de receber porções excepcionalmente amplas da graça comum significa que aqueles que a recebem serão salvos. Até mesmo as pessoas mais habilidosas, mais inteligentes, mais abastadas e poderosas do mundo precisam do evangelho de Jesus Cristo ou serão condenadas por toda a eternidade! Mesmo entre nossos vizinhos, os de moral mais elevada e os mais bondosos ainda necessitam do evangelho de Jesus Cristo, ou serão condenados pela eternidade! Eles externamente podem dar a impressão de não ter necessidade, mas as Escrituras ainda assim dizem que os incrédulos são “inimigos” de Deus (Rm 5.10; cf. Cl 1.21; Tg 4.4) e são “contra” Cristo (Mt 12.30). Eles “são inimigos da cruz de Cristo”, “só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp 3.18-19) e são “por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3).

2. Devemos ser cautelosos para não rejeitar as coisas boas que os incrédulos fazem como se fossem totalmente más.

Pela graça comum, os incrédulos fazem o bem até certo ponto, e devemos enxergar a mão de Deus nisso e ser gratos pela graça comum que de certo modo opera em toda amizade, todo ato de bondade, e por todas as maneiras pelas quais ela traz bênçãos a outros. Tudo isso, no final das contas – embora o incrédulo não o saiba – provém de Deus e, também por isso, ele merece ser glorificado.

3. A doutrina da graça comum deve conduzir nosso coração a uma extrema gratidão a Deus.

Quando passeamos pela rua e observamos casas e jardins, e famílias morando em segurança, ou quando fazemos negócios no mercado e percebemos os abundantes resultados do progresso tecnológico, ou quando andamos através das florestas e vemos a formosura da natureza, ou quando somos protegidos pelo governo, ou quando recebemos a educação com o vasto tesouro do conhecimento humano, devemos perceber, no final das contas, que Deus em sua soberania é o responsável não apenas por todas essas bênçãos, mas também que ele as tem concedido a pecadores totalmente indignos de sequer uma delas!