B. Ensino - C. Milagres

29-10-2011 17:15

B. Ensino

O dom de ensino no Novo Testamento é a capacidade de explicar as Escrituras e aplicá-la à vida das pessoas. Isso se evidencia em uma série de passagens. Em Atos 15.35, Paulo e Barnabé estão em Antioquia “ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor”. Em Corinto, Paulo permaneceu um ano e meio “ensinando entre eles a palavra de Deus” (At 18.11). E os leitores da epístola aos Hebreus, embora já devessem ser mestres, ainda precisavam de alguém que lhes ensinasse de novo “os princípios elementares dos oráculos de Deus” (Hb 5.12). Paulo diz aos romanos que as palavras das Escrituras do Antigo Testamento “para o nosso ensino [gr. didaskalia]” foram escritas (Rm 15.4) e escreve a Timóteo que “toda a Escritura” é “útil para o ensino [didaskalia]” (2Tm 3.16).

 

C. Milagres

Logo após apóstolos, profetas e mestre, Paulo diz “depois, operadores de milagres” (1Co 12.28). Ainda que muitos dos milagres vistos no Novo Testamento fossem especificamente milagres de cura, Paulo aqui alista a cura como um dom distinto. Assim, nesse contexto ele deve ter em vista algo diferente de cura física.

Devemos perceber que talvez a palavra milagre não dê uma idéia muito precisa do que pretendia Paulo, uma vez que a palavra grega é simplesmente a forma plural da palavra dynamis, “poder”.24  Isso significa que o termo pode referir-se a qualquer tipo de atividade em que se evidencie o grande poder de Deus. Isso pode incluir respostas a orações por livramento de perigos físicos (como no caso dos apóstolos livrados da prisão em At 5.19-20 ou 12.6-11), ou atos poderosos de julgamento contra inimigos do evangelho ou contra os que precisam de disciplina dentro da igreja (veja At 5.1-11; 13.9-12), ou proteções miraculosas de ferimentos (como ocorreu com Paulo e a víbora em At 28.3-6). Mas tais atos de poder espiritual também podem incluir poder para triunfar sobre a oposição demoníaca (como em At 16.18; cf. Lc 10.17).