B. A Eficácia da Oração.

23-10-2011 18:32

1. A Oração muda o modo como Deus age.

Diz-nos Tiago: “Nada tendes, porque não pedis”. (Tg. 4:2). Ele sugere que o não pedir nos priva daquilo que Deus poderia nos dar. Oramos, e Deus atende. Jesus também diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abri-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate abrir-se-lhe-á”. (l. 11:9-10). Ele faz clara associação entre buscar as coisas de Deus e recebê-las. Quando pedimos, Deus atende.

2. A oração eficaz é possível por intermédio de nosso mediador, Jesus Cristo.

Como somos pecadores, e Deus é santo, não temos direito nenhum, por nós mesmos, de comparecer perante ele. Precisamos de um mediador que aja entre nós e Deus e nos leve à presença de Deus. As Escrituras claramente ensinam: “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e o homem, Crsito Jesus, homem” (1 Tm. 2.5).

3. O que é orar “em nome de Jesus”?

Diz Jesus: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jô. 14.13-14). Diz também que escolheu seus discípulos “a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15:16). Igualmente diz: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vol-a concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16.23-24; cf Ef 5.20).

4. Devemos orar a Jesus e ao Espírito Santo?

Uma investigação das orações do Novo Testamento indica que geralmente não são dirigidas nem a Deus Filho nem ao Espírito Santo, ma a Deus Pai. Porém, o mero cômputo dessas orações pode ser enganador, pois a maioria das orações que temos registradas no Novo Testamento são do p´roprio Jesus, que constantemente orava ao Pai, mas logicamente não orava a si mesmo, Deus Filho. Além disso, no Antigo Testamento, a natureza trinitária de Deus não estava tão nitidamente revelada, e não é surpreendente o fato de não encontrar muitas evidências de orações dirigidas diretamente a Deus Filho ou ao Espírito Santo de Deus antes do tempo de Cristo.

5. O papel do Espírito Santo nas nossas orações

Em romanos 8.26-27, diz Paulo:

Também o Espírito, sememlhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.

Os intérpretes divergem sobre se os “gemidos inexprimíveis” são do próprio Espírito Santo ou são nossos próprios gemidos e suspiros na oração, que o Espírito Santo transforma em oração eficaz perante Deus. Parece mais provável que os “gemidos” ou “suspiros” aqui sejam os nossos gemidos.

 

Grudem, Wayne; Teologia Sistemática; Edições Vida Nova; São Paulo