Em Que Crêem as Testemunhas de Jeová

12-01-2011 16:26

 

        É claro que, em algumas áreas, as testemunhas de Jeová acreditam no mesmo que os cristãos  ortodoxos.  Por  exemplo,   rejeitam  corno  pecado  o  sexo  fora  do casamento; aceitam o criacionismo bíblico que se opõe à teoria  da evolução; e acreditam que a Bíblia é a  palavra  inspirada  de  Deus.  Mas,  em muitas outras áreas, suas doutrinas  as colocam à parte  e  as  marcam  como  praticantes  de  um  culto  pseudocristão - particularmente os ensinamentos  da  seita  sobre  as  seguintes questões:

 Armagedom: Deus   vai   em   breve travar guerra contra a humanidade, destruindo todos sobre  a terra, exceto as testemunhas de Jeová. As igrejas cristãs, dizem, serão as primeiras a sofrer destruição.

 Aniversários: Celebrar  o  dia  do  nascimento,  de  qualquer   forma,   é   expressamente proibido.   Até   mesmo enviar  um  cartão  de  aniversário  pode  provocar uma ação imediata contra   o   ofensor   determinada    por   um   "Comitê  Judicial"  oficial.  A  punição  é  a "desassociação" (veja abaixo).

 Transfusão de sangue: Na prática, do ponto de vista das testemunhas de Jeová, aceitar transfusão  de  sangue  é  um pecado mais sério do que o roubo ou o adultério. Ladrões e adúlteros  são  mais rapidamente perdoados pelos comitês judiciais  da Torre de Vigia  do que   aqueles  culpados  de  aceitar  sangue.  Uma  testemunha  de  Jeová  deve  recusar  sangue   em   toda   e   qualquer  circunstância,  mesmo  quando  esteja  certa  de  que esta recusa resultará   na   morte.   A   organização   também   requer   que  os  adultos  recusem  transfusões para seus filhos menores.

 Cristianismo:    Exceto    por    poucos  e  esparsos  indivíduos  que  mantiveram  a  fé,  o verdadeiro  cristianismo  desapareceu da terra logo após a morte dos doze apóstolos - de acordo  com  as  testemunhas de Jeová. E não foi restaurado até que Charles Taze Russell fundou  a  sociedade  Torre  de  Vigia  no final da década de 1870. Quando  Cristo  voltou  invisivelmente   em   1914,   encontrou   o  grupo  de Russell fazendo o trabalho dos "servos sábios   e   fiéis"   (Mat. 24:45)   e   os   nomeou   sobre  todas as suas posses. Todas as outras igrejas e cristãos professos são, na verdade, instrumentos do diabo.

 A Volta de Cristo:   0   Senhor   voltou  invisivelmente  no  ano  de  1914  e  tem  estado  presente  desde   então,  governando   como   Rei  através  da  Sociedade Torre de Vigia. Referências à segunda "volta" são traduzidas como "presença" na Bíblia das Testemunhas de Jeová.

A  geração  daqueles  que  testemunharam  a  volta  invisível  de  Cristo  em 1914 não vai morrer antes que venha o Armagedom (veja Mat. 24:34).

 Cronologia:   As   testemunhas  de  Jeová  acreditam  que  Deus  tem  um  preciso  cronograma  para   todos  os  acontecimentos  passados  e  futuros,  que  estão  unidos  por  simples  fórmula  matemática   e   são  revelados à humanidade  através  da  Sociedade  Torre  de  Vigia. Os sete "dias" da criação em Gênesis tiveram a extensão de sete mil anos cada um, totalizando uma semana de quarenta e nove mil anos. Deus criou Adão no ano 4026 a.C. A criação  de  Eva  pouco  tempo depois marcou o fim do sexto dia da criação e o início do sétimo. Dessa forma, nós estamos  agora  aproximadamente  no  ano  seis  mil  de  um  período  de  sete  mil  anos   -  o que significa que o Armagedom  logo  colocará  um  fim  no  governo  humano  que  durou  seis  mil anos, abrindo o caminho para uma espécie  de  sábado  - um período de mil anos de reinado de Cristo. Baseados nessa cronologia a organização das Testemunhas de Jeová promulgou um número de profecias específicas do final dos tempos.

 Cruz:  Segundo  as  testemunhas  de  Jeová,  a  cruz  é  um  símbolo  religioso pagão adotado pela  igreja  quando Satanás, o demônio, assumiu o controle da autoridade eclesiástica.  A  cruz  não  teve  nada  a ver com a morte de Jesus, já que as testemunhas de Jeová sustentam que ele foi pregado em um poste ereto e sem trave horizontal. As  testemunhas  de Jeová abominam a cruz e espera-se que os novos convertidos destruam quaisquer cruzes que possam ter, ao invés de simplesmente se disporem delas.

 Deidade:  Somente  o  Pai  é  Deus,  e  seus  verdadeiros  adoradores  devem  chamá-lo  pelo  nome de Jeová. As testemunhas  de  Jeová  aprendem  que  Jesus  Cristo  foi  meramente  a manifestação do arcanjo Miguel em forma humana  -  não  Deus,  mas  um  mero  ser criado. O Espírito Santo é apresentado não como Deus nem como uma pessoa, mas como uma "força ativa".

 Desassociação:  Esta  é  a  punição  para  qualquer  infração  aos  regulamentos  da Sociedade Torre de Vigia. Ela consiste  num  decreto  público,  anunciado  em  audiência  em um Salão do Reino e proibindo toda associação ou comunhão  com  o  ofensor. As outras testemunhas de Jeová são proibidas até mesmo de cumprimentá-lo caso se encontrem  com  o  ofensor  na  rua.  As únicas exceções dizem respeito aos membros da família do ofensor. Eles podem  conduzir  "negócios necessários"  com  a  pessoa  desassociada,  e aos anciãos que podem falar com ela, caso esta os aborde penitentemente em busca de reconciliação.

 Céu:  Apenas  144  mil  indivíduos  vão  para  o  céu.  Esse "pequeno rebanho" começou com os doze apóstolos, o número  foi  completado  no  ano  de  1935.  Aproximadamente  nove mil anciãos das Testemunhas de Jeová são o remanescente  na  terra  hoje,  dos  que irão para o céu. O restante das testemunhas de Jeová espera viver na terra para sempre.

 Inferno:  Segundo  a  diretriz  de  seu  fundador, Charles T. Russell, a Sociedade Torre de Vigia ainda ensina que o hades é meramente a sepultura, que o fogo do Geena desintegra instantaneamente suas vítimas, transformando-as em nada, e que não há existência consciente para os mortos até o tempo de sua ressurreição corpórea.

 Dias Santos:  A  celebração  de  qualquer  "dia santo mundano" é expressamente proibida para as testemunhas de Jeová.  Essa  proibição  se  aplica aos dias patrióticos, Dia dos Namorados,  Dia dos Mortos,  Natal, Páscoa,  Ano Novo, Dia de Ação de Graças, Sexta Feira Santa e assim por diante - até mesmo o Dia das Mães e o Dia dos Pais são  proibidos!  Mesmo  que  uma "origem pagã" não possa ser descoberta como base para banir a observância de certa  data  comemorativa,  o simples fato de que as "pessoas do mundo" celebram essas datas é razão suficiente para que as testemunhas de Jeová não as celebrem.

 Espírito Santo: O Espírito Santo não é nem Deus nem uma pessoa, segundo os ensinamentos da Torre de Vigia. É simplesmente uma "força atuante" impessoal que Deus usa para fazer a sua vontade.

 Esperança:  As  testemunhas  de  Jeová  acreditam que Deus parou de chamar cristãos para a esperança celestial em  1935.  Desde  então, ele tem oferecido às pessoas a oportunidade de viver eternamente na terra. ("Milhões que agora  vivem  jamais  morrerão" - é um slogan familiar das testemunhas de Jeová.) Deus vai destruir todas as outras pessoas  no  planeta,  deixando  apenas  as testemunhas de Jeová, e ele vai restaurar o paraíso do Jardim do Éden em todo o mundo.

 Jesus Cristo:  Na  teologia  da  Torre  de  Vigia,  Jesus Cristo é um mero anjo - o primeiro criado por Deus,  quando começou  a  criar  os  anjos.  As  testemunhas  de  Jeová  identificam  Cristo  como Miguel, o arcanjo, embora elas chamem  Jesus  "o Filho do Homem"  -  "porque a primeira pessoa espiritual criada por Deus era para ele como um filho  primogênito".   (Livrete da Torre de Vigia, Enjoy Life on Earth Forever! [Goze a Vida na Terra Para Sempre!], p. 14, 1982). Elas também o chamam de "o deus", e traduzem João 1:1 de acordo com essa idéia em suas Bíblias.

 A Organização:  As testemunhas de Jeová acreditam que Deus estabeleceu a sociedade Torre de Vigia como seu canal  de  comunicação  para  reunir aqueles, dentre toda a humanidade, que serão salvos. Como agência visível do reino   de  Deus  na  terra,  essa  organização  exerce  plena  autoridade  governamental  sobre  seus  seguidores - ela  promulga  leis,  julga  os  violadores,  dirige as escolas do reino e assim por diante ‑ paralelamente ao governo secular. Se  existir  qualquer conflito entre a organização e o   governo  secular,  é   a  organização  que  deve  ser  obedecida.