21 padres suspensos por suspeitas de pedofilia

09-03-2011 11:01

A Igreja Católica dos EUA suspendeu 21 padres que foram apontados como suspeitos de abuso sexual de crianças num relatório de um grande júri. O cardeal Justin Rigali, arcebispo de Filadélfia, revelou que os padres estão suspensos até que os seus casos sejam analisados.

Segundo o The Guardian, a investigação do grande júri aos abusos na Arquidiocese de Filadélfia levou à formalização de acusações contra um antigo padre e um professor de uma escola católica, ambos por abuso sexual de rapazes. Um membro da hierarquia da Igreja foi também acusado de ter transferido padres problemáticos para novas paróquias mas sem revelar que havia queixas de pedofilia contra eles.

Nos EUA, desde 2002 que várias dioceses afastaram do contato com os fiéis ou expulsaram clérigos por suspeitas de abuso sexual. Mas, diz o mesmo jornal, a Arquidiocese de Filadélfia só agora seguiu este caminho e sem divulgar os nomes dos padres suspeitos. Isto apesar de a investigação do grande júri ser a segunda do género realizada naquela cidade. O último inquérito diz que 37 padres suspeitos continuaram nos seus postos apesar de haver alegações credíveis contra eles.

Além da suspensão de 21 padres, três tinham sido afastados em Fevereiro. Um já se encontra em licença, dois estão incapacitados para a atividades e dois trabalham para outras arquidioceses.

Outros cinco padres também deixaram de exercer funções por outros motivos, enquanto oito sacerdotes foram ilibados de todas as acusações.

"Estas suspensões não são condenações ou julgamentos definitivos, mas apenas medidas provisórias durante a duração da investigação", disse o cardeal em um comunicado.

A investigação foi conduzida por Gina Maisto Smith, uma ex-juíza da Procuradoria da Filadélfia especializada em casos de pedofilia.

A Igreja católica tem sido abalada nos últimos anos por uma série de escândalos ligados a atos de pedofilia. Áustria, Bélgica, Irlanda, Brasil, Alemanha e Estados Unidos foram alguns dos países onde ocorreram denúncias contra sacerdotes.

Fonte: Diário de Notícias - Lisboa