1. A criação inanimada.

23-10-2011 18:47

Há muitas coisas na criação que concebemos como ocorrências meramente “naturais”. Contudo, as Escrituras afirmam que Deus as faz acontecer. Lemos que “fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos [...] lhe executam a palavra” (Sl 148.8). Ainda, o salmista declara que “Tudo quanto aprouve ao Senhor, ele o fez, nos céus e na terra, no mar e em todos os abismos” (Sl 135.6), e depois, na frase seguinte, exemplifica como Deus impõe a sua vontade ao clima: “Faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva, faz sair o vento dos seus reservatórios” (Sl 135.7; cf. 104.4).

2. Os animais.

As Escrituras afirmam que Deus alimenta os animais selvagens do campo, pois “todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. Se ocultas o rosto, eles se perturbam” (Sl 104.27-29; cf. Jó 38.39-41). Jesus também afirmou isso ao dizer: “Observai as aves do céu [...] vosso Pai celeste as sustenta” (Mt 6.26). E ele disse que nenhum pardal “cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mt 10.29).

3. Acontecimentos aparentemente “aleatórios” ou “casuais”.

De um ponto de vista humano, o ato de lançar sortes (ou seu equivalente moderno, jogar dados ou tirar cara ou coroa) é o mais típico dos eventos aleatórios que ocorrem no universo. Mas a Bíblia afirma que o resultado desse evento provém de Deus: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão” (Pv 16.33).

4. Eventos totalmente provocados por Deus e totalmente provocados também pelas criaturas.

Para todos os eventos anteriores (a chuva e a neve, o crescimento da relva, o sol e as estrelas, o sustento dos animais ou o lançar sortes), poderíamos (pelo menos em teoria) dar uma explicação “natural” absolutamente satisfatória. Um botânico pode detalhar os fatores que fazem a relva crescer, como o sol, a umidade, a temperatura, os nutrientes do solo, etc. Porém dizem as Escrituras que Deus faz a relva crescer. Essas passagens afirmam que tais eventos são integralmente provocados por Deus. Porém, sabemos que (noutro sentido) são também integralmente provocados pelos fatores da criação.

5. As questões nacionais.

As Escrituras também falam do controle providencial divino das questões humanas. Lemos que Deus “multiplica as nações e as faz perecer; dispersa-as e de novo as congrega” (Jó 12.23). “Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações” (Sl 22.28). Ele já determinou o tempo de existência e o lugar de cada nação na terra, pois Paulo diz: “[Deus] de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (At 17.26; cf. 14.16).

6. Todos os aspectos da nossa vida.

É surpreendente ver até que ponto as Escrituras atribuem a Deus os vários eventos da nossa vida. Por exemplo, nossa dependência de Deus para o alimento de cada dia é afirmada cada vez que oramos “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11), ainda que trabalhemos pelo nosso alimento e (até onde a mera observação humana pode alcançar) o obtenhamos por meio de causas totalmente “naturais”. Do mesmo modo, Paulo, mirando as coisas com os olhos da fé, afirma que “o meu Deus [...] há de suprir [...] cada uma de vossas necessidades” (Fp 4.19), mesmo que se usem meios “comuns” (como, por exemplo, outras pessoas) para fazê-lo.